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Sinais positivos nas exportações de calçados

01.11.2017 -

Dados elaborados pela Abicalçados apontam para uma consolidação da recuperação nas exportações de calçados. Conforme levantamento, o mês de setembro registrou o mais alto volume embarcado para o exterior no ano corrente, alcançando 11,45 milhões de pares, 20,6% mais do que em agosto e 10% mais do que no mês correspondente do ano passado. O valor gerado com as exportações de setembro foi de US$ 97,12 milhões, 6,3% mais do que em agosto e 14,7% mais do que no mesmo mês de 2016. Com os números, no acumulado do ano os calçadistas já embarcaram 88,37 milhões de pares que geraram US$ 796,6 milhões, altas de 1,7% em volume e de 13,4% em dólares no comparativo com igual ínterim do ano passado.

O destaque negativo de setembro foram os Estados Unidos. Historicamente a principal origem do calçado brasileiro no exterior, o país norte-americano foi ultrapassado pela Argentina no mês nove, quando importou 714,5 mil pares por US$ 14,1 milhões, quedas de 27,8% em volume e de 25,4% em valores no comparativo com igual mês de 2016. No acumulado, porém, os norte-americanos seguem como o principal destino do calçado brasileiro, tendo importado 7,5 milhões de pares por US$ 138,8 milhões, quedas de 16% e 13%, respectivamente, em relação ao ano passado.

A Argentina, que ultrapassou os Estados Unidos como principal destino do calçado verde-amarelo em setembro, importou 1,6 milhão de pares por US$ 19,4 milhões, altas de 24% e 22%, respectivamente, em relação ao mês nove de 2016. No acumulado, os hermanos, que seguem como segundo destino do calçado brasileiro no exterior no ano corrente, importaram 8,3 milhões de pares que geraram US$ 113 milhões, incrementos de 13,8% e 35,6%, respectivamente, no comparativo com igual período do ano passado.

Importações
Entre janeiro e setembro, as importações de calçados já somaram 18,87 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 267 milhões, alta de 2,8% em volume e queda de 2,4% em receita no comparativo com igual período do ano passado.

Em partes de calçados – cabedais, solas, saltos, palmilhas etc – as importações caíram 10,7% na relação com o ano passado, alcançando US$ 29,7 milhões. As principais origens foram China, Paraguai e Vietnã.